Sentenced

julho 6, 2009 § Deixe um comentário

Início: 1989 – Cidade de Muhos.

Término: 2005.

O Sentenced iniciou sua jornada no Death Metal; passou por uma fase, que pode ser rotulada de Death Metal Melódico; a última, do meio para o fim da carreira, foi a que rotulam de Gothic Metal.

Sentenced

Sentenced

Mas, isto depende de cada álbum, pois mesmo na fase “Gothic Metal” há álbuns que soam diferentes, com elementos diferentes, com sonoridade mais madura e coesa.

O Sentenced iniciou com o nome de Deformity em meados de 1988. Um ano depois, após mudanças na formação, decidiu-se trocar o nome também para o que conhecemos hoje: Sentenced. Três dos membros originais da banda permaneceram até o seu fim: Miika Tenkula (guitarra e, no início, vocal), Sami Lokappa (guitarra) e Vesa Ranta (bateria. O baixista, posto mais “mutante” da banda, era, na época, Lari Kylmänen. Com esse line-up, foram gravados dois registros demo: When Death Joins Us, em 1990, e Rotting Ways to Misery, em 1991. Com o primeiro, conseguiram contrato com o selo francês Thrash Records.

Ainda em 1991, Taneli Jarva foi convidado a entrar na banda, substituindo Kylmänen. Em vias de gravar aquele que seria seu debut, Shadows of the Past, o estilo do Sentenced ainda puro death metal europeu. Em 1992, uma promo com três músicas, Journey to Pohjola, começou a ser distribuída com o objetivo de assinar um contrato com um novo selo. O resultado foi uma vaga no casting da finlandesa Spinefarm Records, uma subsidiária da Nuclear Blast, e, na época, ainda iniciante.

O primeiro álbum, North from Here (lançado pouco antes do EP The Trooper), nasceu em  1993. Jarva, já nos vocais, com um estilo diferente do de Miika Tenkula. Com North From Here, o Sentenced chamou a atenção da gravadora Century Media e, em 1994, deixaram a Spinefarm com o objetivo de atingir um mercado maior sob a tutela da Century.

Foi em 1995 que selaram o sucesso para o Sentenced. Com Amok, considerado por alguns fãs e críticos o melhor da carreira da banda, foram alçados à categoria de uma banda famosa. A impressão que se tinha é que este lançamento era uma mais ou menos o que o Sentenced fazia no começo da carreira, porém de forma mais lenta e com uma estrutura mais melódica. Outros frutos deste CD foram duas turnês completas, uma com o Samael e outra com o Tiamat.

No outono (no Hemisfério Norte) deste mesmo ano, a banda lançou o MCD Love & Death, que mantinha, em termos musicais, os mesmos padrões de Amok, até pelas composições terem sido feitas no mesmo período. Logo que o Sentenced conseguiu sucesso comercial entre os fãs de death metal melódico, Taneli Jarva deixou a fanda, o que surpreendeu muita gente. Anos depois, Jarva voltou à ativa com a banda The Black League.

Ville Laihiala entrou para substituir Jarva, em 1996. Ville é ex-integrante da banda Breed, e era dono de uma voz totalmente diferente da de seu predecessor, muito mais limpa. Após três semanas a entrada deste novo vocalista, a banda viajou para a Alemanha, para o Woodhouse Studios, com o objetivo de aquele que seria seu quarto álbum full-lenght, chamado de Down. O produtor foi Waldemar Sorytcha, que também já trabalhou com conjuntos como Lacuna Coil e Moonspell. Em Down, novamente a música do Sentenced ficou ainda mais melódica com influências de rock. Pela primeira vez, a banda tinha um cantor de verdade, com técnicas vocais que permitiam um crescimento, evolução e desenvolvimento musicais. Durante este período, o baixista Sami Kukkohovi também entrou para a banda, primeiramente como membro convidado.

Em 1997, Sami Kukkohovi foi integrado de vez como membro oficial do conjunto.

O quinto álbum de estúdio do Sentenced, intitulado Frozen, de 1998, também foi produzido por Waldemar Sorytcha e gravado no Woodhouse Studios. Neste lançamento, a banda continuou no mesmo caminho de Down. Ville Laihiala e Sami Kukkohovi, já completamente integrados ao Sentenced, participaram bastante do processo de composição, o que resultou em Frozen ser, sobretudo, um álbum composto em grupo. Em 1999, a gravadora Century Media relançou Frozen com uma nova capa dourada e com nova ordem de músicas, contendo quatro covers (Creep, do Radiohead; Digging the Grave, do Faith no More; I Wanna Be Somebody, do W.A.S.P.; e House of the Rising Sun, do The Animals). Isso resultou em uma revolta dos fãs, que afirmavam que teriam que comprar novamente o álbum, por este ter saído tanto depois do primeiro lançado, e sem pré-aviso algum.

O próximo álbum do Sentenced a ser lançado, em 2000, foi Crimson. Assim que o single Killing Me, Killing You, que também virou um clipe, foi lançado, a banda mais uma vez mostrou direcionamento para uma caminho menos pesado. Dois anos mais tarde, com The Cold White Light, além de menos peso, o Sentenced também revelou uma auto-ironia nas letras e até uma pequena positividade, como se falassem que, afinal de contas, existe, sim, uma luz no fim do túnel.

Após o lançamento de The Cold White Light, a banda lançou, em 2003, junto com outros conjuntos, uma compilação com 4 músicas dedicadas ao time local de hockey no gelo, Oulun Kärpät. Esta se chama Routasydän (algo como “coração congelado” em português) e é a única música do Sentenced cantada em finlandês. A música causou um certo rebuliço, pois vários políticos acusaram a banda de usar um tom nazista na letra. O Sentenced, é claro, negou veementemente essas acusações.

No começo de 2005, o Sentenced anunciou que seu último álbum, intitulado oportunamente The Funeral Album, seria também o último. Também foi estabelecido que não haveria reuniões. A banda então fez alguns shows e tocou em alguns festivais de verão e primavera na Europa, e, em outubro de 2005, fez seu derradeiro show, em Oulu, municipalidade natal da banda. Neste, houve uma participação especial de Taneli Jarva, ex-vocalista do Sentenced, em algumas das músicas da fase antiga da banda.

Em Fevereiro de 2009, para a tristeza dos fãs, Miika Tenkula é encontrado morto em sua casa. Apesar das causas não terem sido confirmadas, já houve relatos que ele sempre teve sérios problemas com o alcoolismo, que só vieram a piorar com o fim do Sentenced, em 2005.

Integrantes

  • Ville Laihiala – Vocal (1996-2005)
  • Miika Tenkula – Guitarra (1989-2005)
  • Sami Lopakka – Guitarra (1989-2005)
  • Sami Kukkohovi – Baixo (1996-2005)
  • Vesa Ranta – Bateria (1989-2005)

Ex-integrantes:

  • Lari Kylmänen – Baixo (1989-1991)
  • Taneli Jarva – Baixo e vocal (1991-1996)
  • Niko Karppinen – Baixo (músico contratado)
  • Tarmo Kanerva – Bateria (músico contratado)

Discografia:

1 – Demos:

  • When Death Joins Us… (Demo, 1990)
  • Rotting Ways To Misery (Demo, 1991)
  • Journey To Pohjola (Promo/demo, 1992)

2 –  EPs, MCDs e Compilações:

  • The Trooper (EP, 1993)
  • Love & Death (MCD, 1995)
  • Story – Greatest Kills (Compilação, 1997)

3 – Álbuns completos:

  • Shadows Of The Past (1991)
  • North From Here (1993)
  • Amok (1995)
  • Down (álbum) (1996)
  • Frozen (álbum) (1998)
  • Crimson (álbum) (2000)
  • The Cold White Light (2002)
  • The Funeral Album (2005)

DVDs:

  • Buried Alive (Show, 2006)

Video-clipes:

  • Nepenthe
  • Noose
  • Bleed
  • The Suicider
  • Killing Me Killing You
  • No One There
  • Ever-Frost (2005)

Clipe: Nepenthe:

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