Quando a Cegueira Religiosa se torna demais…

janeiro 4, 2010 § 2 Comentários

Bom… Já tem um bom tempo pra cá que minha cabeça mudou para melhor, enchergando as coisas com mais clareza, tendo sabedoria de tomar decisões melhores e mais tranquilas. Habilidade de decidir o meu futuro e planejá-lo. Saber respeitar meus limites e os limites dos outros, inclusive, saber me respeitar e aos outros também. Infelizmente, nem sempre isto é recíproco (é claro, afinal, se um dia todos respeitarem a si mesmos e aos outros, na minha opinião será quando todos estiver-mos mortos – isto nunca irá acontecer).

E já vou avisando: Ninguém é obrigado a ler isto, assim como não sou obrigado a escutar estas coisas também. Se não gostou, o Alt+F4 é muito bem vindo.

Já se é de conhecimento (pelo menos no “Sobre o Autor” desta página fala, item 7) sou ateu. O que significa que sempre fui isto, mas se eu pudesse escolher, seria somente isto. Venho de uma família Católica, convivo com amigos Evangélicos, Batistas, Católico e Ateus. Já tive conversas sobre ‘religião’ com todos, e os melhores pelos quais já conversei, foi com Ateu (não por ser da mesma linha de raciocínio, mas porque tinha uma mente menos presa ao determinado assunto, então o tipo de resposta nem sempre era aquele enjoado – Porque Deus quis assim – e também raciocinavam melhor) e com Católico, mas como não estou aqui para falar mal das pessoas e sim, discutir o seguinte:

_Em que ponto da liberdade da pessoa não é passar da liberdade da outra pessoa? E quando a pessoa está passando a liberdade que ela tem para com a gente? O que fazer?

Convivo com pessoas que acreditam em Deuses. Minha família acredita em um, pessoas queridas por mim acredita em um Deus, nunca fui de acreditar nisto, e sinceramente, nem tento mudar a cabeça da pessoa que tem suas crenças. Mas como não tenho este tipo de crença, não gosto de escutar. Entretanto, respeito. Isto é, por mim não tem problema acreditar em coisas que eu não acredito, em Deuses que eu não acredito. De fato, não sou contra acreditar em religião, mesmo que para mim, não exista. É saber dar liberdade para a pessoa ter sua opinião. Mas como disse antes, se não acredito, não gosto de escutar. E já que esta é a minha opinião, também não irei sair falando para outros que toda essa baboseira que é para mim não existe, nunca existiu e nem existirá. Seria ser egoísta demais.

Agora, uma coisa que não concordo mesmo, é escutar, ler ou ver que a solução para algumas determinadas pessoas é esse Deus que para mim nunca existiu. Sério, não existe nada mais enjoado do que conversar com estas pessoas que acham que para todas as respostas é Deus e pronto. Isto se determina a Cegueira Religiosa, isto é, independente para qualquer dúvida, a resposta é Deus e pronto. Aceite de boca calada e sem perguntar. Isto para mim não funciona. Respostas nem sempre são tão simples assim, tem o lado da ciência e da razão para qual existem, ou pelo tal fato aconteceu. E existe também a possibilidade (claro!) de que tal coisa tenha acontecido não por intermédio de religião, e sim, o acaso.

Pessoas que seguem alguma religião aí, será que é tão dificil enchergar isto? Será que é tão difícil respeitar (pode não ser aceitar) a opinião do outro, e pensar na mínima possibilidade que ele esteja certo? Porque a verdade que vocês tanto acreditam é a única e verdadeira? Será que a cegueira religiosa é tão grande que seus cérebros já atrofiaram?

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§ 2 Respostas para Quando a Cegueira Religiosa se torna demais…

  • Eu vejo religião como sendo uma forma de limitar o que você pensa, não possuem o cérebro atrofiado e sim fechados a pensar fora do que empurraram para eles.
    Sempre acreditam ser mais fácil atribuir as coisas boas a um deus, entidade poderosa (mas que não tem poder suficiente para combater a parte mal) e as coisas ruins a um demônio, entidade poderosa( mas que também não tem poder suficiente para vencer), ou seja, nem mesmo esse simples problemas na grande filosofia que seguem conseguem detectar e quebrar essas correntes que enrolaram nas suas mentes.

    • Sim, reconheço que disse um pouco errado. Pois se fosse um cérebro atrofiado, não pensariam de forma nenhuma. Ainda existe um resquício de raciocínio na mente destes. É lógico que há aqueles que se sobressaem.
      Esta parte que você fala de coisas boas e ruims, sendo atribuídas a um Deus ‘bom’ (se realmente existisse) e ao demônio (novamente, se existisse) como sendo a solução mais fácil a se passar. Também considerada como ilusão.
      Sinceramente, é triste ver isto.

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